Não é que eu tenha torcido contra o Coringa no Globo de Ouro e esteja torcendo contra, desde já, no Oscar. Torcer contra, mesmo, eu só torço pelos Patriots em playoffs.

Meu negócio com, premiações, Coringa e seu diretor, Todd Phillips, é mais uma sensação de alívio. De que, apesar de muitos votos e muitos dólares, ainda há gente que enxerga além do barulho, do impacto, dos números.

É o tipo de coisa que me faz cortar algumas relações (mesmo que isso signifique apenas um unfollow no twitter), porque eu já passei da idade de aceitar tudo o que dizem por aí, mesmo que vá contra tudo o que eu penso e acredito, só porque sim.

Aliás, a quantidade de unfollow que eu tou dando nesses primeiros dias do ano tá superando a do ano passado inteiro. Não tou mais com paciência pra silenciar, só porque "ai nossa trabalhamos com a mesma coisa, vai que". Passei 19 anos da minha vida nisso, nunca ninguém me chamou pra trabalhar com isso... Que se fodam, portanto. 😬

O que Star Wars tem mais que Cats
Assisti aos dois filmes, um até mais de uma vez. Nas diferenças entre eles, as semelhanças são impressionantes!

Joaquin Phoenix é a única coisa, nessa história, que eu aceito. Que eu ACEITO, só, porque entendendo o que faz tanta gente gostar daquela atuação -- pra mim é apenas e tão somente uma caricatura. É exatamente o que fez Rami Malek em Bohemian Rhapsody, outro filme que chega a ser ofensivo de ruim, mas que tem tantos defensores por aí se baseando em "nossa as músicas do Queen", da mesma maneira que "nossa o que a sociedade faz com um homem branco".

Agora que venha o Oscar. Até lá a gente continua acreditando no cinema, no coração de Taika Waititi, na mente de Guillermo Del Toro e mas palabras de Bong Joon-Ho: se as pessoas quisessem elas veriam tantos filmes legais por aí...